GRU Airport faz campanha de alerta sobre os perigos de soltar pipas e balões

Com a chegada das férias de julho, cresce o registro de incidentes com pipas e balões no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. E essa simples diversão pode oferecer uma série de riscos à aviação.
Dados da GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, mostram que em 2020 foram contabilizadas 56 ocorrências envolvendo pipas no entorno do aeroporto. Em 2021, foram 490 ocorrências, e neste ano já foram encontrados 260 itens. Além da própria pipa, o que agrava os riscos nesse tipo de prática é o uso do cerol nas linhas de pipa ou linha chilena, com intuito de cortar a linha de outras pipas. A comercialização desse tipo de linha é proibida. Em contato com partes das aeronaves, as linhas das pipas podem causar danos, enroscar em equipamentos primários de voo das aeronaves, entre outros, podendo causar travamento dos comandos, além de expor ao risco de centenas de pessoas que trabalham circulando nos pátios de manobras.

Por mais que no Brasil a soltura de balões seja crime, ainda é frequente esse tipo de prática. Em 2020, a concessionária contabilizou mais de 33 ocorrências com balões. Em 2021, foram 48 registros. Neste ano, já houve 20 avistamentos, sendo seis apenas em julho. Além de provocar impactos nas operações e atrasos nos voos, os balões podem colidir com aeronaves, provocar incêndios e cair no pátio durante o abastecimento.
Com o intuito de conscientizar a população sobre esses perigos, a GRU Airport criou uma campanha de divulgação na imprensa, redes sociais e a comunidade aeroportuária. A concessionária preparou dois vídeos para alertar sobre os riscos de soltar pipas e balões perto do aeroporto.

 

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