Azul, Gol e LATAM registram prejuízo de 9,7 bilhões no primeiro trimestre do ano

Desvalorização do real frente ao dólar foi o principal motivo

O transporte aéreo público, representado pelas principais empresas brasileiras Azul, Gol e LATAM, registrou prejuízo líquido total de R$ 9,7 bilhões no primeiro trimestre de 2020, o equivalente a uma margem líquida negativa de 90,8%. Esse prejuízo, o maior desde o início da série histórica em 2015, foi impactado principalmente pela desvalorização do real frente ao dólar. No ano passado, as empresas apuraram lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, correspondente a uma margem líquida positiva de 2,8%, impulsionado pelos resultados positivos do quarto trimestre de 2019, que registrou lucro líquido de R$ 1,8 bilhão para as três empresas. Com relevante influência nos custos operacionais do transporte aéreo, o valor médio do litro de querosene de aviação e a taxa de câmbio mantiveram-se sob tendência de alta no primeiro trimestre de 2020, na comparação com igual período do ano anterior, subindo respectivamente, 9% e 18,2%. Outro fator que gerou impacto no período, sobretudo no mês de março, foi a pandemia do novo COVID-19, que levou as empresas a ajustarem a malha aérea, conforme a queda na demanda de passageiros. No período, houve redução de 9,1% dos viajantes pagos transportados. Em relação às despesas operacionais das três empresas, o primeiro trimestre do ano foi marcado pela redução dos gastos em 41,8%, saindo de R$ 1 bilhão, no mesmo período de 2019, para R$ 638 milhões. Entre os motivos, destacam-se a contabilização do acordo feito entre Gol e Boeing e créditos de PIS e COFINS. No consolidado das três empresas, o resultado financeiro acumulado no primeiro trimestre de 2020 apresentou redução de 1.331,3%, registrando prejuízo de R$ 8,8 bilhões, ante R$ 613,5 milhões em igual período de 2019. Destaca-se que Azul e Gol obtiveram o pior resultado financeiro desde 2015, com prejuízo de 5,9 bilhões e 2,8 bilhões respectivamente. O resultado financeiro das três empresas foi impactado principalmente por perdas cambiais e monetárias devido à desvalorização do real frente ao dólar norte-americano, nos montantes de 5,2 bilhões para a Azul, 4,0 bilhões para a Gol e 4,5 bilhões para a LATAM. Em relação aos valores mantidos em caixa e equivalentes de caixa, a Azul encerrou o trimestre com R$ 472,7 milhões e a Gol manteve o montante de R$ 189,9 milhões. Já a LATAM manteve ao final do trimestre, R$ 1,2 bilhões em caixa e equivalentes de caixa, o maior valor de toda a série histórica analisada. Mais informações no portal www.anac.gov.br.

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