Pilotos de caça são avaliados durante exercício de guerra simulada

Feedback repassado durante o validação de tiro aprimora doutrinas de combate

Ainda que seja um treinamento de guerra fictício e o uso do poder de fogo simulado, é preciso apurar o nível de desempenho operacional das unidades aéreas que participam do Exercício Sabre, em Anápolis/GO. O objetivo de fazer o shot validation – quando é entregue o resultado do desempenho da missão, é avaliar a atuação dos pilotos e aeronaves, orientar o correto direcionamento do treinamento e o uso do esforço aéreo. Desde 2005, as unidades de caça da FAB passaram a adotar métodos de avaliação, baseados em tabelas e gráficos gerados por softwares independentes, que proporcionaram aos oficiais de Operações e de Doutrina a possibilidade de acompanhar a evolução dos pilotos, observando os resultados obtidos nos empregos Ar-Ar e Ar-Solo.Embora cada Unidade Aérea acompanhe o desempenho de seus pilotos, é necessária uma avaliação operacional em exercícios em conjunto. Nesse sentido, a Célula de Avaliação do Desempenho Operacional (CADO) – onde acontece o shot validation, foi criada para suprir essa lacuna existente. A estrutura é dividida em quatro células, capaz de validar resultados de emprego de armamento, tanto em tempo real quanto no debriefing, analisar a evolução do cenário tático e condensar os resultados obtidos na manobra e o desempenho operacional das equipagens. Dentro dessa estrutura, a Célula de Showtime tem a capacidade de retirar da arena de combate, ainda em voo, as aeronaves consideradas abatidas, com base em critérios previamente estabelecidos. Após o pouso, a Célula de Validação de Resultados (CVR) coleta os dados de voo dos aviões envolvidos no combate e realiza a reprodução de suas trajetórias no software PMA 2. Dessa forma, as equipagens podem observar tudo o que ocorreu na missão realizada e validar o emprego dos seus armamentos. Terminada essa etapa, a Célula de Animação reúne os resultados obtidos de cada voo da manobra e disponibiliza, diariamente, a evolução do cenário tático, consumo de armamento, alvos destruídos, as perdas de aeronaves amigas e a quantidade de aeronaves inimigas abatidas, de modo que todos os envolvidos tenham plena consciência do resultado do seu trabalho e da evolução da guerra. Por fim, a Célula de Estatística Operacional (CEO) promove uma análise estatística dos resultados, apresentando indicadores e buscando o aprimoramento de desempenhos futuros tanto dos pilotos quanto dos controladores. Foto: CECOMSAER

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