Informações do CENIPA revelam detalhes do risco de balões pelo Brasil

Ferramenta online mostra a realidade do problema no País

Para mapear o risco que os balões causam à aviação brasileira, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) mantém um banco de dados na internet. Por meio dele, qualquer pessoa que avistar um balão na rota de aeronaves pode comunicar ao órgão. Uma breve análise dessas informações mostra que os balões estão mais presentes no espaço aéreo dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A tradição baloeira, que se intensifica nas festas juninas, tem assustado quem voa nessas regiões. É que em alguns casos os pilotos precisam fazer manobras evasivas bruscas, desistir da decolagem, arremeter e até atrasar o pouso. Situações que geram medo, desconforto e transtorno aos passageiros. Dos 134 registros de avistamentos de balão no período entre 1º de janeiro a 2 de abril deste ano, 78 se referem a ocorrências no Estado de São Paulo, ou seja, 57%. Em 2016, dos 510 registros recebidos, a maioria também ocorreu no espaço aéreo paulista: 307 casos, o que equivale a 60% das notificações. O aeroporto com maior número de avistamentos é o de Guarulhos, com 103 relatos, seguido do de Campinas, com 93. Já o Estado do Rio de Janeiro nos três primeiros meses de 2017 teve 31 casos de avistamentos de balão (23% do total registrados). Em 2016, a soltura de balões no espaço aéreo fluminense também gerou 23% das notificações, mantendo o Estado no segundo lugar do ranking no país (118 relatos entre 510). A maior parte dos registros é de avistamento de balão, não de colisão. De 2015 para 2016, o número de relatos aumentou 57%. Isso pode significar que o número de balões soltos aumentou, mas também que a comunidade aeronáutica tem informado mais ao CENIPA sobre a presença de balões nos céus do país. É importante ressaltar que um único balão pode ser avistado por vários pilotos. Os avistamentos registrados no banco de dados do CENIPA incluem ocorrências em todas as fases do voo. As que representam um risco maior são as observadas durante as decolagens, subidas, descidas e pousos, ou seja, momentos em que as aeronaves estão em baixas altitudes. Mais informações no portal www.fab.mil.br. Foto: CECOMSAER

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