Colisão entre avião comercial e balão poderia ter causado mortes

Banner que o balão carregava ficou agarrado em sensores da aeronave obrigando pilotos a voarem sem informações de voo

Imagine viajar sem saber qual a velocidade atingida pelo seu carro durante todo o trajeto. Isso foi o que aconteceu com a tripulação de uma aeronave comercial em 2011, por causa da colisão com um balão de ar quente não tripulado. Com 95 passageiros a bordo, a tripulação teve de viajar sem acesso a informações como velocidade e temperatura, além de ter o piloto automático desacoplado. Graças às condições meteorológicas favoráveis, os pilotos conseguiram prosseguir com o voo. O avião havia decolado do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Confins/MG. Durante a subida (fase imediatamente após a decolagem), a tripulação avistou um balão já notificado pela equipe da Torre de Controle, mas não conseguiu evitar a colisão. O plástico do banner que o balão carregava obstruiu os três tubos de pitot (sensores de pressão que possibilitam o funcionamento do velocímetro) e um TAT sensor (que mede a temperatura do ar). Isso causou a degradação dos sistemas automáticos de voo. De acordo com o CENIPA, essa falha levou a uma situação de emergência e se a tripulação não estivesse treinada e se houvesse outras condições meteorológicas envolvidas, o desfecho da história poderia ter sido outro. As colisões que envolvem balões e aeronaves recebem a classificação de incidente grave e são investigadas pelo CENIPA, assim como as colisões com aves. Os avistamentos não são tratados como ocorrências, mas como informações que permitem o mapeamento das localidades de maior risco. O Relatório Final do CENIPA enfatiza: “soltar balões não dirigíveis de qualquer tipo, tanto frio quanto quentes, tornou-se incompatível com a utilização segura do espaço aéreo”. Mais informações no portal www.fab.mil.br. Foto: CECOMSAER

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