Brasil e Suécia unidos para o desenvolvimento do Gripen

Primeiro caça do tipo acaba de chegar ao Brasil para continuar as operações de ensaios em voo e em solo brasileiro

Mais do que uma bela imagem, a visão do primeiro Gripen E brasileiro voando ao lado do sueco é a representação plena da grande colaboração entre Brasil e Suécia. Com o programa, as forças aéreas e a indústria de Defesa destes dois países formaram uma aliança em busca da superioridade tática em qualquer situação e época. Atualmente, há sete Gripen E no ar e em breve, outros se juntarão a eles. Isso porque o programa agora se concentra na integração e teste de armamentos e sensores, entre outros componentes da aeronave. A verificação e validação conjunta da sua produção em série começou em 2019, sendo que o primeiro caça do tipo acaba de chegar ao Brasil para continuar as operações de ensaios em voo e em solo brasileiro. O Brasil e sua indústria de Defesa têm grande participação no desenvolvimento do Gripen F. Ao todo, 400 engenheiros estão trabalhando no desenvolvimento do caça biposto, a maioria deles concentrada no centro de projetos em Gavião Peixoto/SP. No mesmo local, o Gripen Flight Test Center começará a operar ainda este ano e a primeira aeronave deve deixar a linha de produção da Embraer em 2023. Entre outras coisas, a indústria brasileira está envolvida no desenvolvimento e produção de aeroestruturas, desenvolvimento de sistemas e aviônicos, na montagem final da aeronave, nos ensaios em voo e na manutenção do Gripen nas próximas décadas. Inclusive, algumas das empresas brasileiras foram incluídas na cadeia de suprimentos global da Saab para o modelo. Todo esse processo gerou um dos maiores programas de transferência de tecnologia já realizados para a Força Aérea Brasileira, bem como pela fabricante sueca para outro país. 

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