Segurança da aviação comercial em 2021 mostrou ótimo desempenho

A segurança da aviação comercial em todo o mundo mostrou melhorias em vários aspectos em 2021, de acordo com a IATA, embora os turboélices novamente tenham ficado significativamente atrás dos números das aeronaves a jato. Ao divulgar sua última revisão anual de dados de segurança, a associação de companhias aéreas observa que, com base nos números de 2021, um indivíduo precisaria pegar um voo todos os dias por pouco mais de 10.000 anos, em média, para se envolver em um acidente com pelo menos uma fatalidade. Os dados equivalem a um ano inteiro na medição da aviação comercial, com números de voos 45% abaixo se comparado a 2019 devido à pandemia mundial, mas ligeiramente acima dos vistos em 2020.

Os números finais de 2021 mostram 26 acidentes graves – incidentes envolvendo danos substanciais à aeronave ou perda total da aeronave – em 25,7 milhões de voos. A taxa de acidentes graves de 1,01 por um milhão de voos representa uma melhoria de 1,58 em 2020 e está à frente da média de 1,23 de 2017-2021. Sete dos 26 acidentes envolveram vítimas fatais, que totalizaram 121 no ano. Seis dos acidentes fatais envolveram aviões turboélice. Em termos de perda da aeronave – onde não compensa o reparo– houve uma para cada 7,7 milhões de voos de aeronaves a jato ao longo do ano; para turboélices, uma perda foi registrada uma vez a cada 560.000 voos. “As operações com turboélice serão acompanhadas maia de perto, isto para identificar formas e meios de reduzir o número de incidentes relacionados a certos tipos de aeronaves”, diz o diretor-geral da IATA, Willie Walsh.

De fato, apesar de representarem apenas cerca de 11% dos voos em 2021, os acidentes envolvendo aeronaves turboélices representaram 50% de todos os acidentes, 86% dos acidentes fatais e 49% das fatalidades, afirma a IATA. Os acidentes com turboélices elevaram o risco geral de fatalidade – medido em perdas de casco por milhão de setores – para 0,23, de 0,13 em 2020 e 0,14 em 2017-2021. Para voos a jato, no entanto, o risco de fatalidade melhorou em relação à média de cinco anos de 0,06, para 0,04 em 2021.A IATA enfatizou ainda que pela primeira vez em pelo menos 15 anos, não houve acidentes em pistas de pouso e decolagem

 

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