Companhias europeias planejam rotas alternativas depois do fechamento do espaço aéreo da Rússia

Com o fechamento do espaço aéreo russo para muitas companhias aéreas da Europa devido ao conflito na Ucrânia, as mais variadas alternativas tem surgido nos últimos dias para que os voos sejam mantidos. Além da alta do preço do petróleo, os desvios para aerovias alternativas devem impactar severamente nos resultados financeiros no primeiro semestre de 2022.

Este é o caso por exemplo da empresa Finnair, que divulgou hoje um comunicado dizendo que suas equipes de planejamento de tráfego e operações trabalham arduamente para replanejar os voos asiáticos para os próximos dois meses. “Continuamos a voar para Bangkok, Delhi, Phuket e Cingapura, com um tempo de voo mais longo”, diz Perttu Jolma, que lidera a equipe de planejamento de tráfego da Finnair. “Os voos para o nordeste da Ásia são difíceis de replanejar, pois o desvio pela Rússia torna os voos muito mais longos.” A Finnair voa para Tóquio Narita quatro vezes por semana a partir de 9 de março. O tempo de voo é de cerca de 13 horas, em vez das 9,5-10 horas normais. A empresa também informou que continuará seus voos para Xangai uma vez por semana a partir de 10 de março e voos para Seul três vezes por semana a partir de 12 de março, com um tempo de voo de 12 a 14 horas, dependendo da direção. Os voos entre Helsinque e Osaka e Hong Kong foram cancelados até o final de abril, já que voar com rotas mais longas não é possível no momento.

Há muitos cálculos a serem feitos ao planejar o desvio pelo espaço aéreo russo. A rota mais longa significa mais queima de combustível, mudanças no número de tripulantes e suas horas de trabalho, e tudo isso impacta nos custos. “O tempo de voo mais longo afeta muito as finanças dos voos, aumentando os custos de combustível, custos de tripulação e custos de navegação”, explica Perttu. “

 

 

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