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Boeing terá que pagar mais de 2,5 bilhões de dólares

Boeing terá que pagar mais de 2,5 bilhões de dólares

 

A Boeing anunciou que celebrou um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), que resolve a investigação do Departamento sobre a Empresa relacionada à avaliação do avião Boeing 737 MAX pela Federal Aviation Administration (FAA).

Como parte da resolução da Boeing com o DOJ, o Departamento concordou em adiar o processo contra a empresa, desde que a Boeing cumpra as obrigações estabelecidas em um acordo de processo diferido de três anos, após o qual a acusação será encerrada.

 

Segundo o acordo, a Boeing pagará uma multa de US$ 243,6 milhões e fornecerá US$ 500 milhões em indenização adicional às famílias das pessoas perdidas nos acidentes da Lion Air e da Ethiopian Airlines. O acordo também inclui o compromisso de fornecer US$ 1,77 bilhão aos clientes das companhias aéreas da Boeing como parte dos esforços contínuos da empresa para compensar esses clientes por perdas financeiras resultantes da parada do 737 MAX.

Foto: Boeing

 



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Aviação Militar/Geral

08/01/2021


Ozires Silva completa 90 anos   Hoje, 8 de janeiro, comemora-se o aniversário de 90 anos do nascimento do engenheiro e fundador da Embraer, Ozires Silva. Responsável por criar e desenvolver a indústria aeronáutica brasileira, o Oficial Aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) e Engenheiro Aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) coleciona uma trajetória repleta de sonhos e conquistas, que marcam a história nacional da aviação. Nascido no interior do estado de São Paulo, na cidade de Bauru, o menino que já demonstrava interesse por aviões questionava: “Se o inventor do avião é brasileiro, porque não podemos construir os nossos aviões?”. Com essa pergunta, ele e seu inseparável amigo, Benedito César (Zico), questionavam o desenvolvimento do Brasil por meio da aviação, uma vez que todas as aeronaves do aeroclube da cidade eram fabricadas por americanos e franceses. Começou assim a vontade de se tornarem Engenheiros Aeronáuticos. Não havia no Brasil uma escola que oferecesse o curso e seus pais não tinham condições financeiras para enviá-lo ao exterior. Então, como ponto de partida, Ozires ingressou como cadete na Escola de Aeronáutica, em 1948, no Rio de Janeiro (RJ). Após formado, serviu na Amazônia, trabalhou no Correio Aéreo Nacional (CAN), no Rio de Janeiro e na Base Aérea de São Paulo (BASP). Nesta mesma época, um visionário, Casimiro Montenegro Filho, começava a fundar as bases de uma indústria de aviação nacional. “Antes de produzirmos aeronaves, precisamos produzir engenheiros”, disse Casimiro. Foi sob este ideal que nasceu o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) e o ITA, a primeira escola de formação de engenheiros aeronáuticos do Brasil, na cidade de São José dos Campos (SP). Em 1958, um voo mudou sua vida. Ozires foi acordado de madrugada para acompanhar um amigo, que lhe falou dessa escola de primeiro mundo que formava engenheiros aeronáuticos. Já no ano seguinte, mudou-se para São José dos Campos (SP) para ingressar no ITA, onde finalmente iria concretizar o sonho. “Foi um processo vigoroso de transformação. Eu me transformei em oficial da FAB e construtor de aviões”, afirma Ozires Silva. Quando Casimiro Montenegro Filho, em seu discurso histórico como paraninfo da primeira turma de Iteanos (como são conhecidos aqueles que são graduados pelo ITA) formados, declarou: “Não tenho condições de fazer agora a indústria aeronáutica. Vocês um dia a farão”. Não imaginava que o sonhador Ozires Silva a tornaria realidade. Logo após se formar, em 1962, Ozires foi convidado a liderar o Departamento de Aeronaves do então CTA, onde constatou que o país necessitava de aviões pequenos, que pudessem facilitar o tráfego aéreo entre as pequenas cidades, uma vez que a aviação comercial detinha apenas aeronaves grandes, com alto custo. Ozires inicia o desenvolvimento do projeto IPD-6504 - futuro Bandeirante - ao lado de grandes nomes como o Tenente-Brigadeiro do Ar Paulo Victor da Silva e os engenheiros Max Holste, Ozílio Silva e Guido Pessotti. Após muitos desafios e anos de trabalho árduo o resultado foi um produto genuinamente brasileiro, desenvolvido, concebido e produzido nacionalmente pela empresa que mais tarde se tornaria a Embraer. O Avião Bandeirante Em 22 de outubro de 1968, ocorreu pela primeira vez o voo do protótipo, que aperfeiçoado, tornou-se o Bandeirante. A aeronave inaugurou a aviação regional no país e deu origem à Embraer. “O Bandeirante foi uma resposta às nossas dúvidas, entre muitas, sobre qual tipo ou modelo de avião que poderíamos tentar fabricar no Brasil e que pudesse ser razoavelmente diferente daqueles que eram normalmente produzidos nos países mais desenvolvidos. Ele surgiu da ideia de que as pequenas cidades do futuro deveriam ter à disposição o transporte aéreo”, declarou Ozires Silva, criador e fundador da Embraer. Com a criação da Embraer, em 1969, abriram-se novos caminhos e ideais para os Engenheiros do ITA. Os sonhos do Marechal Montenegro se concretizavam com a implantação de uma indústria aeronáutica brasileira, que tornava possível colocar em prática toda pesquisa, ensino, desenvolvimento aeronáutico em sistemas e alavancar o país no campo aeroespacial. O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), antigo CTA, carrega consigo o legado do desenvolvimento do projeto Bandeirante em um de seus hangares, o Hangar X-10. Além disso, o orgulho de ter um Oficial Aviador e Iteano responsável por tal feito. “Falar de Ozires Silva é falar do Iteano que revolucionou a indústria aeronáutica brasileira. São 90 anos da história daquele que ousou sonhar, planejar, projetar e construir o primeiro avião genuinamente brasileiro, o Bandeirante, que mais tarde deu origem à Embraer, uma empresa nacional, que se tornaria a terceira maior empresa de aviação e referência mundial na produção de aviões civis e militares”, ressaltou o Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, Diretor-Geral do DCTA. O engenheiro e aviador Ozires Silva, durante estas nove décadas, trilhou um caminho de sucesso. Foi presidente da Petrobras e da Varig, ex-ministro de Infraestrutura, criou a Pele Nova Biotecnologia, empresa focada em saúde humana e reitor de universidade. É reconhecido como um importante empreendedor no país, e possui mais de 50 condecorações e prêmios nacionais e internacionais. Foto: Divulgação    


Aviação Militar/Geral

08/01/2021


‘O voo do impossível' homenageia os 90 anos de Ozires Silva   Estréia hoje, dia 8, o curta-metragem ‘O voo do impossível’, uma animação idealizada e produzida pela Embraer em comemoração ao aniversário do engenheiro Ozires Silva, um dos maiores ícones da indústria aeronáutica brasileira, que completa nesta data 90 anos de vida. Com duração de 14 minutos, a animação retrata a trajetória de vida de Ozires Silva desde a infância, ao lado do inseparável amigo Zico, até a carreira de oficial da aeronáutica, quando viu o sonho de poder fabricar aviões se tornar realidade.   A possibilidade de reviver uma história real com uma abordagem divertida e atraente fez com que a animação 3D fosse a opção ideal. Embora a expectativa inicial remeta a um filme infantil, a direção do filme buscou aplicar conceitos do cinema clássico na estética audiovisual.   O curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas de registros da época, criando uma atmosfera realista e humanizada.   Repleta de mensagens sobre ousadia, perseverança e entusiasmo, a produção em computação gráfica 3D envolve o público de todas as idades pela narrativa lúdica de que sempre vale a pena perseguir os nossos sonhos.   ‘O voo do impossível’ é exibido no You Tube, nas mídias sociais e canais oficiais da Embraer. A veiculação conta com a parceria do Canal “Aviões e Músicas”, com Lito Sousa.   Foto: Divulgação      



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