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Piloto da KLM explica como a turbulência surge e por que raramente são perigosas

Piloto da KLM explica como a turbulência surge e por que raramente são perigosas

As turbulências podem ser encaradas como um verdadeiro pesadelo por alguns passageiros, para outros, é apenas algo irritante. Em todos os casos, é importante ter em mente que as turbulências raramente são perigosas, embora possam ser bem desconfortáveis. Mas o que causa a turbulência? E como os pilotos lidam com ela? O profissional Menno Kroon, comandante da companhia aérea KLM explica. Há uma distinção entre turbulências de altitudes elevadas e as de altitudes baixas. As turbulências perto do chão são muitas vezes causadas por ventos pesados. Isso pode ser problemático durante a decolagem ou pouso em tempestades. No entanto, equipes de voo são treinadas justamente para lidar com essas situações. Em altitudes mais elevadas, as turbulências surgem quando o ar sobe verticalmente de baixo para cima. Funciona da seguinte forma: o sol esquenta a terra e o ar acima dela. O ar quente se expande e sobe. Isso causa o que chamamos de updraft, que nada mais é do que uma corrente de ar ascendente. Assim que o ar sobe, sua temperatura cai até o ponto de condensação. Se o ar subir ainda mais, partículas de umidade começam a se formar, criando nuvens. E isso é bom, pois assim podemos ver a turbulência, não só pela janela da cabine de comando, como também mostra em nosso radar meteorológico. Porém, se o ar ascendente estiver muito seco, não ocorre a condensação e não podemos ver a turbulência. Isso é conhecido como clear-air turbulence, ou seja, uma turbulência sem nuvens e é complicada, pois pode nos pegar de surpresa. O radar de tempo também não pode detectá-la, pois não há partículas de umidade no ar para refletir os sinais de nosso radar. O movimento vertical do ar geralmente é interrompido em altitudes elevadas, porque as temperaturas são muito baixas, motivo pelo qual voamos tranquilos acima das nuvens. Às vezes, porém, nuvens de formato vertical, podem atingir altitudes maiores. Nós normalmente as encontramos em áreas tropicais e fazemos nosso melhor para voar em torno delas. Em resumo, temos que lidar com turbulências apenas em altitudes mais baixas na atmosfera. Nos tempos antigos, antes dos aviões terem cabines pressurizadas, tínhamos que voar em altitudes muito mais baixas, onde as turbulências eram mais comuns. Os jatos de ar, como são chamadas as grandes correntes de alguns planetas, incluindo a Terra, produzem um vento extremamente forte numa altitude mais elevada, atingindo velocidades de mais de 300 km/h (150 nós). Esses ventos sopram principalmente do Oeste para o Leste no hemisfério Norte, motivo pelo qual normalmente leva mais tempo para voar de Amsterdã pelo Oceano Atlântico até os destinos da América do Norte do que pelo caminho contrário. No voo de partida de Amsterdã, tentamos evitar jatos de ar se pudermos, já que isso significaria voar contra o vento. No voo de chegada à capital holandesa, tentamos tirar o máximo de vantagem de estar a favor do vento. Como resultado, um voo de Nova York até Amsterdã pode levar até duas horas a menos do que o voo de saída do aeroporto holandês. O problema da corrente de jato é que ela pode mudar de direção repentinamente quando encontra áreas de alta ou baixa pressão. Muitas turbulências podem surgir nessas chamadas dobras, que são similares àquelas em um rio de corrente rápida. Se houver um vento forte, o ar pode ser direcionado para cima quando encontrar montanhas mais altas. Isso pode causar ondas que podem ser sentidas em altitudes elevadas e em distâncias grandes. Como resultado, às vezes ocorrem turbulências ao passar por uma cadeia de montanhas. Há também uma forma de turbulência causada pela própria aeronave. Essa turbulência de esteira é parecida com aquela deixada por um grande navio passando pela água. Por via de regra, aviões maiores resultam em esteiras maiores e aviões menores são mais vulneráveis caso encontrem alguma. É por isso que temos regras especificando a distância e intervalo mínimos entre duas aeronaves. Ao nos prepararmos para um voo, sempre estudamos as tabelas de previsão do tempo. Isso permite prevermos o tempo e onde podemos esperar encontrar turbulências. Durante o voo, tentamos evitar qualquer turbulência que possamos ver da cabine de comando ou em nossas telas de radares. Também mantemos contato com o controle de tráfego aéreo e com outras aeronaves na área para nos manter a par das condições climáticas recentes. Às vezes restrições de tráfego aéreo nos impedem de evitar turbulências ou podemos ser surpreendidos pelas que não conseguimos ver no radar. É aí que a luz de colocar os cintos acende e é solicitado que você se sente imediatamente. Se o balanço estiver muito forte, paramos até mesmo de servir os passageiros e a tripulação precisa colocar os cintos também. Isso é importante para a segurança de todos. Frequentemente me perguntam se as turbulências podem danificar as aeronaves. Há pouca ou nenhuma chance de isso acontecer. Um avião na verdade é bastante flexível. Uma vez eu visitei a planta da Boeing e vi a asa de um 747 dobrada vários metros para cima numa estrutura de testes, só para ser solta novamente com um estalo. Isso se repetiu vez após vez, dia após dia, ano após ano, e tudo permaneceu perfeitamente intacto. Então se você alguma vez estiver num assento na janela e vir a asa se movendo para cima e para baixo, não se preocupe, ela foi feita para fazer isso mesmo.



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