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Conheça o trabalho da Infraero no Aeroporto de Uruguaiana

Conheça o trabalho da Infraero no Aeroporto de Uruguaiana

A cidade de Uruguaiana, na fronteira do Brasil com a Argentina, passou dois anos sem receber qualquer voo regular no seu aeroporto. Entre 2013 e 2015, chegar a Porto Alegre ou partir da capital a fronteira, distante 650 quilômetros, só pela BR-290 ou em voo de taxi aéreo, o que tomava tempo e dificultava viagens a trabalho ou de férias. Nesse cenário, a Azul enxergou a possibilidade de oferecer voos. Mas além de infraestrutura, era necessário garantir o atendimento de passageiros e normas de segurança e operacionais. Depois de inúmeras sondagens e análises, somente em outubro de 2015 a Azul solicitou a autorização à Agência Nacional de Aviação Civil para operar em Uruguaiana com um ATR-72-600 com capacidade para 70 passageiros. O pedido foi aprovado e no mesmo mês a cidade passou a ter um voo regular de domingo à sexta-feira. Com escassez de recursos financeiros no aeroporto e na Sede, conseguir um contrato de terceirização de serviços era um objetivo quase inalcançável. Ao mesmo tempo, era preciso cumprir a legislação e garantir as inspeções de passageiros e bagagens de mão pelo raio-X e detector de metal, além de oferecer uma Seção de Combate a Incêndio (SCI) do aeroporto, que em Uruguaiana é formada pela Brigada Especial de Combate a Incêndio (Beca), formada pelos empregados da Infraero, que permanecem de prontidão durante as operações de pouso e decolagem de aeronaves. Essas medidas resultaram numa economia de aproximadamente R$ 60 mil reais mensais. “Nos reunimos para definir como os próprios empregados fariam essas tarefas. Foi aí que analisamos quais colaboradores já tinham cursos de formação em segurança, operações e combate a incêndio, além de estabelecer quais fariam os cursos necessários para ajudar nessas atividades”, explicou o superintendente do aeroporto Jorge Tadeu Silva, que a cada chegada ou partida do ATR da Azul se junta a outros dois colegas na SCI do aeroporto, todos de uniforme de combate a incêndio e de prontidão, conforme as normas da aviação exigem. Esse compromisso entre os 11 empregados viabilizou a operação dos voos, com profissionais se dividindo em escalas para atuarem em todas as pontas do processo. Quando há uma chegada ou partida, o setor administrativo paralisa as atividades e se junta aos colegas de operações e segurança nos procedimentos ligados ao embarque e desembarque.


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